• Thamara Laila

o que sei fazer bem é ir atrás do que acredito


esses dias uma amiga me disse que meu conteúdo é muito íntimo. nunca tinha conectado minhas criações com essa palavra, mas fez muito sentido. quando comecei a usar as redes sociais, parecia mais fácil partilhar. não me preocupava com a estética, com as interações e nem se ficaria chato postar dez fotos da minha xícara de café. algo me chamava atenção ou me encantava, seja nas ruas, nos céus, nas páginas de um livro, dentro de um ônibus, eu registrava e partilhava. simples. leve.


mas desde que precisei ver isso como uma parte do meu empreender, com o Desbravar, tudo ficou muito confuso. a sensação é de estar em um eterno debater em um mar revolto. penso mais em deletar o aplicativo do instagram que continuar aqui. por tempos, achava que me faltava compromisso e constância. hoje já aceito que eu sou constante na minha inconstância e que meu compromisso ainda é mais forte com o que meu coração me pede.


carrego comigo mais perguntas que respostas, sempre transbordei muito em palavras, mas aprendi a me expressar através do meu silêncio. mesmo no mar tão revolto, mesmo me sentindo perdida em boa parte do tempo, eu quero continuar, eu quero continuar com o meu negócio, meu Desbravar. não sei se é possível, mas quero ser ainda mais eu aqui, sabe? e, a verdade é que nunca sou a mesma. sou Thamara, sou Laila e tantas outras que dentro de mim dançam, vivem, sentem e mais tantas que ainda não reencontrei. não esperem constância de mim, não se apeguem a uma parte minha, nem esperem muita lógica e estruturação. eu sou fogo mutável, transbordo em palavras e em silêncios.


e, como Brida, o que sei fazer bem é ir atrás do que acredito.


sigo, com empolgação, para onde meu coração aponta.


com sombras e luz,

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