• Thamara Laila

nossa saga (um tanto caótica) com o ielts



Assim que iniciamos o nosso plano Canadá sabíamos que um dos primeiros obstáculos a superar seria conseguir o tão falado CLB 9 no IELTS. No início de 2018, a ideia era que eu fosse a aplicante principal. Mas, ainda assim, João entrou comigo em um curso presencial da Cultura Inglesa de Duque de Caxias, RJ. Ali, começamos a ter uma ideia melhor da prova, porém a maioria da turma era composta por estudante do próprio curso que tinham o intuito de fazer o IELTS ACADEMIC TRAINING. Caso você não saiba, para fins de imigração, precisamos fazer o IELTS GENERAL TRAINING. Ou seja, neste curso, tinha pouco direcionamento para a nossa prova. Mas foi um bom lugar para começar.


Depois disso, pesquisei mais e conheci o Italki, uma plataforma tipo Cambly com professores nativos. Coloquei alguns dólares lá (inclusive, saudades dólar a R$ 2,55). Achei que seria bacana treinar com nativos, mas logo percebi que precisava de alguém especializado na prova em si. Sabe, o IELTS é bem parecido com a prova para carteira de motorista. É menos sobre saber dirigir, e mais sobre saber fazer a prova como eles querem 😓


Foi então que encontrei a maravilhosa Maria Alfaro, do English For Canada. Ela tem muita expertise, aulas muito bem estruturadas, sem contar que ela entende nossas limitações para além da prova em si. Fiquei estudando por mais alguns meses e então marquei a minha primeira tentativa. Na época, aqui no Rio, ainda não tinha a opção do computer-delivery (e a gente quis evitar mais um gasto indo para São Paulo). Optamos por fazer o paper-based e também aplicamos para a prova em dias distintos. João fez primeiro na FACHA (aka a faculdade que eu me formei em Jornalismo) e eu fui uma semana depois na FGV. As duas ficam no Rio de Janeiro, uma em Botafogo e a outra no Centro.


O clima da prova foi igual o de vestibular. Uma tensão do caralho. Sempre soube que meu maior desafio seria no speaking. Foi a parte da prova que achei que ia desmaiar de tanto nervoso. Lembro de sair feliz, não por ter achado que eu tinha ido bem, mas por eu ter conseguido falar alguma coisa 😅E o resultado da nossa primeira prova foi essa tristeza aqui:

27/10/2018

JOÃO

THAMARA

LISTENING

6.5

6.5

READING

6.5

6.5

WRITING

5.5

6.5

SPEAKING

7.0

5.5

Overall + CEFR LEVEL

6.5 + B2

​6.5 + B2

As notas foram extremamente diferentes dos simulados estávamos fazendo em casa. E, enfim os resultados mexeram bastante com os meus divertidamente e aumentou demais a minha insegurança. As vozes da minha cabeça começaram a repetir que "eu não conseguiria, que sempre teria um inglês intermediário, que eu seria o fracasso do nosso plano". Tenso o quanto podemos ser tão duras e críticas com a gente mesma, né?

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Tirei um mês de descanso. Depois, tive uma sessão com a Maria, analisamos o meu desempenho e retomamos os estudos. Depois de uns meses, ela foi enfática que eu tinha poucos problemas com o inglês em si e que deveríamos focar em aumentar minha confiança. Eu comecei a me dedicar ainda mais. Infelizmente, na época, a Maria teve um problema de saúde e nossas aulas foram interrompidas.


Na época, não quis seguir estudando sozinha (hoje penso que teria sido melhor). Infelizmente, paguei aulas online de um outro curso que estava sendo recomendado na época. Na primeira aula, essa nova professora, foi extremamente grossa e seca comigo. Não quis saber da minha história, nem do meu preparo. Apenas pediu a primeira nota, me perguntou se tinha uma prova agendada ou quando pretendia fazer. Respondi e disse que queria fazer a segunda tentativa em um mês e meio. Na hora, ela me olhou com uma cara horrível e disse: "impossível você conseguir o CLB 9, seu inglês está muito ruim. No seu caso, pelo menos, mais uns dois anos de estudo para atingir uma nota assim."


Eu sou uma pessoa insegura. E, quando vi uma professora me dando esse feedback, tomei tudo o que ela disse como verdade, aquelas vozes que falei ali em cima voltaram com força e percebi que a confiança que estava trabalhando nos últimos meses ainda era como um vidro fino demais que foi totalmente estraçalhado por essa nova professora.


Inclusive, aqui quero pontuar uma coisa: não acredite cegamente nos feedbacks que recebe de professores. Óbvio que o retorno deles é importante, mas conheça a si mesma, não deixe de acreditar no seu poder pessoal e honre a sua história. Só a gente faz ideia real da batalha que está vivendo. E você é capaz SIM, viu?!

Podem perguntar pro João, eu saí do quarto quase sem cor. Eu só sabia chorar. Eu até tentei continuar as aulas com ela, pois não tinha reembolso. Mas a cada aula, eu piorava. João, meio que desesperado com o meu estado, decidiu fazer as aulas com ela para não perdemos a grana. (Ele é nível C2 e também detestou essas aulas, ele também saia meio abalado). Depois disso, entrei em um buraco. Minhas crises de ansiedade aumentaram, iniciei a terapia e foi quando mudamos o plano e João tomou as rédeas do plano.


Enquanto o meu ponto fraco era o speaking, o do João era o writing. Alguns meses depois, a Maria ficou bem da saúde (graças a Deus 🙏🏽) e ele retomou aulas com ela, focando principalmente na escrita. João ainda precisou fazer a prova mais 3 vezes até conseguir a nota em todas as bands (o mais difícil foi virar o 0,5 no writing). Ah! Não deixe de treinar a task 1, João estava focando demais na task 2, mas estava perdendo pontos bobos na letter.


Fiz questão de fazer uma nova tabela com a data das provas, só para terem uma ideia sobre o quanto tem sim um pitada de sorte (principalmente, com relação ao tema que pegar no dia e seu estado emocional). De uma prova para outra, ele foi de 6.5 a praticamente gabaritar o speaking com 8.5. Saca só:

DATAS

​LISTENING

READING

WRITING

SPEAKING

​OVERALL + CEFR LEVEL

13/07/2019

8.5

7.5

6.5

6.5

7.5 + C1

25/10/2019

8.0

6.5

6.5

8.5

7.5 + C1

18/12/2019

8.0

8.5

7.5

7.5

8.0 + C1

Enfim, essa foi a nossa saga. João não só consegui o CLB 9, como garantiu o CLB 10 em três categorias (namoral, amo esse homem e o quanto ele foi determinado). Juro, quando vi a nota, dei como certa a nossa ida ao Canadá. Nossa pontuação final ficou mais alta que o esperado: 463 pontos (lembrando que estávamos aplicando pelo Express Entry, no Federal Skilled Worker.). UAU.


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Bem, mas se você me segue no instagram já sabe o que aconteceu por esse post aqui.


Receita do caos: pandemia + fronteiras fechadas + surtos + crises + 30 anos - 5 pontos e enfim.. No fim, parece que conseguimos a nota para nada. É uma sensação horrível, que não desejo a ninguém. Estamos frustrados sim e, ao que tudo indica, muito em breve iremos ter que encarar essa maratona de novo. Que tenhamos força para isso!


Ah! Realizamos as provas no Cultura Inglesa de Botafogo, no Rio de Janeiro, pois eles oferecem pelo IDP a versão computer-delivery. A estrutura da sala é boa, os computadores e fones também. São poucos alunos na sala e o clima é beeeem mais tranquilo (não senti como se estivesse em prova de vestibular,rs). Para gente, a prova no computador é menos cansativa e temos mais recursos (principalmente no writing).


O intuito desse post não foi te desanimar, viu? Apenas relatar como foi a nossa experiência até agora, com todas as nuances reais. Não subestime a dificuldade dessa prova, reconheça seus pontos fracos, mas não se deixe definir por eles, tá bem? Trabalhe suas habilidades, se dedique diariamente e fortaleça a confiança em si mesma. Espero, do fundo do meu coração, que você consiga a nota desejada o mais rápido possível.



NOSSAS INDICAÇÕES


Se entrar em contato, por favor, não esqueça de mencionar que foi a partir da indicação da Thamara Laila, do @desbraveonorte


Se ficou alguma dúvida, deixa aqui nos comentários e vamos trocando ideia. No mais, seja gentil consigo mesmo e não desista dos seus sonhos. Você é capaz 🌻



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