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  • Thamara Laila

ENQUANTO VOCÊ DORMIA

Atualizado: 6 de Out de 2019


O cansaço me levou mais cedo para a cama. Você e sua disposição foram jogar bola. Eu até quis reclamar, mas não tinha mais forças. Arrumei o meu lado na cama e mesmo com uma certa raiva, deixei o seu pronto. Minutos depois, já estava no décimo sono.


Acordei no meio da madrugada, assustada com mais um pesadelo. A luz do poste da esquina iluminava parte do seu quarto pelas brechas da cortina. Virei para o outro lado e reparei que parte dessa luz iluminava seu rosto. Nossa, como você é lindo. Tive vontade de te acordar e encher de beijos. Tive vontade de gritar para meio mundo que te amava. Diminui minha respiração, parei de me mexer e fiquei te olhando, só te olhando.


A janela estava aberta e o vento balançava lentamente a cortina. Assim, a luz ia iluminando certas partes do seu rosto.  Nossas mãos estavam próximas, sua respiração era lenta. Nesse momento pensei em quantas vezes a gente ficou por um fio, em quantas vezes nossas mãos quase se separaram. Naquele momento tão sereno, não consegui lembrar das nossas diferenças, muito menos das brigas. Só conseguia sentir.


Sentir todo o amor, carinho e desejo que tenho por você. Era tudo tão intenso. Entre um pensamento e outro, adormeci. Por volta das oito horas, o despertador tocou. Levantei apressada. Você com o seu jeito lento de acordar, me segurou pela mão e pediu um abraço. Eu insisti que a gente não podia demorar. Você me puxou e encostou minha cabeça no seu ombro. Você acariciava meu braço. seu rosto estava inchado e com o sorriso meio torto, você pediu que a gente ficasse mais um tempo ali. Eu não te contei, não falei em voz alta e não demonstrei tudo que senti na noite passada, mas no meu silêncio respondi: fico para sempre.


Texto escrito no dia 9 de fevereiro de 2014.

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