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  • Thamara Laila

DIA DE SORTE

Dois ônibus para Saens Peña. Um para Bonsucesso, outro para Vilar dos Teles. Depois de dizer de calor intenso, chove no Rio. 35 minutos em pé no ponto de ônibus. Umas seis pessoas já chegaram e seguiram seus destinos. Li duas vezes a programação do cartaz da igreja na frente do ponto. Às 9h de quarta terá o culto "Bom dia, Espírito Santo". Olhei os compromissos na agenda. Comecei a mexer as mãos sem parar. Uma senhora com cinco bolsas chegou esbaforida. Deixou tudo no chão e começou a futucar uma bolsinha com estampa de desenho infantil, algo com bruxinhas punks (confesso, que não sei qual é).


Nesse meio tempo de busca, cansaço, a senhora abriu um sorriso. E não era um sorriso qualquer. Parecia que tinha visto sua primeira neta nascer ou tinha alcançado seu maior sonho. Olhei na direção que ela olhava. Era o ônibus com direção à Irajá.


Em menos de um segundo, ela já estava com todas as sacolas nas mãos e exclamou: "que dia de sorte". Me desejou bom dia e subiu no ônibus. Não consegui ouvir o que ela disse ao motorista, mas quando passou pela catraca com as bolsas, ele estava com o mesmo sorriso que eu.


A chuva aumentou. Passaram mais duas vans gritando: Assaí, Extra, Casa Show!! Eu, continuo no ponto, atrasada, mas nem um pouco irritada. Ver aquela senhora, falando "dia de sorte" me fez pensar sobre perspectivas, sobre como tudo é a forma que você vê e escolhe (sim, escolhe!) viver o momento.


Meu ônibus chegou e eu não era mais a Thamara irritada daquela manhã. Virei a chave de um dia que estava dando tudo errado para um dia de sorte. Fiz sinal, dei um boom dia para o motorista e segui sorrindo naquele dia chuvoso.


Nós temos a chave para mudar um dia ruim para bom. E vice e versa. Então, preste mais atenção para onde você está virando a sua chave.

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