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  • Thamara Laila

ANTÍDOTO OU VENENO?

eu não sabia que era uma máscara, nem que eu a usava

até ali, no meio daquela ligação, você a arrancar com força de mim

eu nem consegui me proteger, fiquei apenas ali... exposta

sem saber o que dizer ou pensar,

com uma vontade absurda de sumir

o peito ardendo e a ferida sangrando em lágrimas


então, é isso que eu faço?

no mesmo mar de palavras que me curo,

é ali que também me sentencio?

da mesmíssima fonte,

doses do antídoto e do veneno.


a maré alta me leva até as rochas,

abraço meus joelhos com força,

o movimento nos leva para frente e pra trás

e, de repente, somos apenas água

e o choro toma conta de tudo

e vem alto, quebrado, baixo, engasgado, sussurrado

me abraço o máximo que posso,

mas ainda falta colo.


dizem que as coisas chegam quando

estamos prontas para elas, mas,

talvez, eu não estivesse pronta para ver

essa verdade de forma tão transparente

talvez, a máscara fosse na verdade uma boia

que me ajudava a continuar nadando, entende?


a maré baixou, a água foi secando

não quero nadar, nem mergulhar

não sei se por hoje ou para sempre.

com as mãos, misturo as doses

o gole desce rasgando a garganta

e, já não sei, se estou me resgatando

ou me afundando ainda mais...

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