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  • Thamara Laila

2014 ME ENGOLIU

Atualizado: 6 de Out de 2019


2014 me engoliu. Não sei em que momento tudo começou a desmoronar, só sei que a avalanche não parou. No ano passado, conheci o verdadeiro estresse, ganhei 15 quilos, chorei muito no banheiro, quis largar tudo e sumir, não tinha vontade de acordar, não conseguia dormir bem, reclamei, gritei comigo mesmo e perdi a vontade. Me perdi em 2014 e não ganhei nada de bom com isso.


Em 2014, evitei o espelho, esqueci a sobrevivente que existe em mim, ignorei as possibilidade para mudar, fui fraca, duvidei de tudo, inclusive de mim. Chorei mais. Em dezembro, aquela esperança de renovação que surge com o novo ano começou a despertar e  logo detonada. Trabalhei muito e comi muito chocolate para afogar as mágoas. Me decepcionei em 2014. Mais entre todas as decepções, a maior estava dentro de mim mesma.


Trabalhei na virada, não consegui seguir meus rituais de ano novo e, pela primeira vez, não vi fogos de artifícios. Não tive tempo de fazer a lista de meta, não tive nem condições de fazer meus pedidos da virada pois precisava correr para conseguir matéria. 2015 começou e eu nem percebi. Abalada. Abatida.


2015 estava me engolindo mais ainda. O tempo sempre parece pouco para tudo, mas é sempre mais extenso para o trabalho. Cheguei do segundo plantão do ano, sentei na cama e fiquei pensando, revirando essas história. Está tudo tão errado, tão alterado, tão indesejado.


Quais são minhas metas? Meus desejos? O que mais quero para esse ano? Quem eu desejo ser em 2015? Não encontro respostas, parece que uma parte da minha mente está bloqueada e a outra foi jogada fora. Nunca estive tão perdida, tão perdida dentro de mim. Minha vontade é dar uns tapas na cara para ver se acordo, mas nunca estive tão acordada. A vida é dura, é injusta. A vida é bem mais difícil do que falam nos filmes. A minha realidade não é mais alimentada por sonhos, e eu sou consumida por frustrações. Não quero voltar no tempo, não quero fórmula mágica para resolver meus problemas.


No momento, só quero aprender a tragar a vida com mais tranquilidade. Não quero ser engolida e também não quero mais engolir o que não me faz bem. Quero me achar. Quero poder sonhar. Não quero uma realidade mais fácil, quero ser mais forte para encarar esse cotidiano de porradas. No fim, eu só quero diminuir os passos para tentar entender para onde eu tanto corro.

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